Milhões de reais esquecidos em contas judiciais estão sendo transferidos pela Justiça do Trabalho a seus donos, dos quais a maior parte dos valores pertence a empresas - rés em ações finalizadas (transitadas em julgado), mas também a trabalhadores, advogados e peritos ou mesmo à União. A identificação desses recursos financeiros só foi possível com a adoção em 2019 do programa batizado de “Sistema Garimpo”, que permite o cruzamento de dados de processos arquivados com informações do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF), porém o software não identifica os donos dos valores (esse trabalho posterior é feito manualmente), apenas o montante ainda pendente em conta judicial.