O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (sediado em Florianópolis) entendeu que o período no qual jogadores de futebol ficam à disposição dos clubes para pré-temporada, viagens e a concentração que antecede as partidas só geram acréscimo salarial (ao invés de horas extras) ao atletas se houver previsão no contrato de trabalho. O atleta que atualmente está no time Caxias do Sul (RS), ingressou com ação contra o antigo clube para requerer o pagamento de verbas rescisórias e contestar seu afastamento do elenco, além de pedir acréscimo salarial pelo tempo que ficou na concentração antes das partidas e adicional noturno pela participação em jogos realizados após as 22h, baseado nas regras gerais da legislação trabalhista. O tribunal sustentou que a relação de trabalho dos atletas é considerada especial e possui características que, muitas vezes, inviabilizam a aplicação direta das leis do trabalho.