O Superior Tribunal de Justiça reconheceu à companheira o direito à totalidade da herança do morto, incluídos os bens adquiridos antes do início da união estável. O entendimento é que nos casos em que não existem descendentes ou ascendentes, o direito de recebimento dos bens pela companheira prevalece, ressalvada a existência de testamento, em relação aos parentes colaterais, como irmãos, tios e sobrinhos do falecido. No caso julgado, após reconhecer a existência de união estável, foi concedido o direito da companheira à herança, entendendo o STJ que não se aplica o artigo 1.790 do Código Civil, que já foi julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.